
Ashtar e eu estávamos muito preocupados com a demora de Abraham Al Hazer. Ele não deveria demorar tanto. Eu cuidava de seu corpo físico, como se fosse o meu, mergulhando-o no fundo do rio e cobrindo com lodo quando as trevas estavam para sair e, à noite, logo depois que o sol se punha, tirava-o de lá, lavava-o cuidadosamente e me entristecia com a imagem que sobrara dele. Sua cor estava a cada dia mais pálida, agora já num tom esverdeado e ele me parecia estar se desfigurando. Onde estaria meu amigo? Porque não retornara?
Zathar teria algo a me dizer, então elevei minha mente até Ele, pois Ele sempre sabia o que deveria ser feito e me ensinara muito. E foi aí que me lembrei de uma vez que A Noite, minha Mãe, me aparecera em sonhos dizendo que viesse ter com ela sempre que estivesse em situações de grandes dificuldades. Concentrada no que devia fazer, usando meus poderes de Cultura de Vampiros, resolvi então preparar um ritual que poderia trazer Al Hazer de volta. Para isso, precisaria de uma imensa força de vontade e coragem, porque deveria traze-lo através do sofrimento, não apenas dele... mas, sobretudo, meu.
Para tanto, pedi a presença dos moradores do povoado, que me viam quase como uma divindade e do meu amigo Ashtar. Assim, quando as trevas estavam exatamente em seu ponto de maior força, nos dirigimos para o local onde a matéria de Al Hazer se encontrava. Ao redor do seu corpo físico, formei um grande círculo com fios de algodão trançados e, dentro dele, desenhei na areia três pentagramas invertidos: um as suas costas e os outros dois, um de cada lado do seu corpo. Dentro de cada pentagrama depositei uma pétala da Rosa Eterna, símbolo do meu Clã e, sobre cada uma, um espinho. Em seguida, tomei nas mãos uma tocha. Todo meu ser fibrilava. Não há nada que amedronte mais uma Criatura da Noite, do que a luz, tanto do sol, quanto do fogo. No entanto, cheia de coragem e do desejo de ver meu amigo de volta, prossegui. Com toda força da mente, invoquei a Mãe Noite:
Zathar teria algo a me dizer, então elevei minha mente até Ele, pois Ele sempre sabia o que deveria ser feito e me ensinara muito. E foi aí que me lembrei de uma vez que A Noite, minha Mãe, me aparecera em sonhos dizendo que viesse ter com ela sempre que estivesse em situações de grandes dificuldades. Concentrada no que devia fazer, usando meus poderes de Cultura de Vampiros, resolvi então preparar um ritual que poderia trazer Al Hazer de volta. Para isso, precisaria de uma imensa força de vontade e coragem, porque deveria traze-lo através do sofrimento, não apenas dele... mas, sobretudo, meu.
Para tanto, pedi a presença dos moradores do povoado, que me viam quase como uma divindade e do meu amigo Ashtar. Assim, quando as trevas estavam exatamente em seu ponto de maior força, nos dirigimos para o local onde a matéria de Al Hazer se encontrava. Ao redor do seu corpo físico, formei um grande círculo com fios de algodão trançados e, dentro dele, desenhei na areia três pentagramas invertidos: um as suas costas e os outros dois, um de cada lado do seu corpo. Dentro de cada pentagrama depositei uma pétala da Rosa Eterna, símbolo do meu Clã e, sobre cada uma, um espinho. Em seguida, tomei nas mãos uma tocha. Todo meu ser fibrilava. Não há nada que amedronte mais uma Criatura da Noite, do que a luz, tanto do sol, quanto do fogo. No entanto, cheia de coragem e do desejo de ver meu amigo de volta, prossegui. Com toda força da mente, invoquei a Mãe Noite:
Eu te saúdo, Oh Mãe!
Na Beleza das Três Pétalas
E no Sacrifício dos Três Espinhos da Rosa Eterna!
Tua filha invoca teus poderes, oh, Mãe!
Tua filha invoca teus poderes, oh, Mãe!
E suplica que tragas o Espírito de Abraham Al Hazer
De volta ao seu corpo físico
Para o sucesso da missão que nos foi conferida.
Oh, Serpente!
Oh, Serpente!
Chave que abre os portais da Eternidade!
Só Tu, através da dor que agora acomete
Tua filha Layla
Podes trazer de volta Al Hazer ao mundo físico.
E Te louvarei para sempre, Oh Mãe!
E Te louvarei para sempre, Oh Mãe!
Na Beleza das Três Pétalas
E no Sacrifício dos Três Espinhos da Rosa Eterna!
Com a tocha, ateei fogo ao cordão e, quando ele se propagou pelos fios trançados, formando um círculo de luz a nossa volta, eu entrei em desespero. O pavor foi tanto que se apoderou de todo meu ser, enquanto também eu também começava a queimar. Uma força enorme jogou-me para fora, em direção à mata, enquanto as labaredas cresciam. Quando acordei, ainda meio desfalecida, ouvia ao fundo um cântico e pensei comigo mesma que aquele devia ser o cântico da Mãe Noite, satisfeita pelo meu esforço. Ali onde fui jogada, fiquei até Ashtar me encontrar e descrever o que havia acontecido no círculo de fogo.
Ele também ouviu os cânticos e percebeu que vinham abaixo de uma elevação. Fazendo sinal para que eu me mantivesse calada, se aproximou do topo e se esgueirou entre a vegetação para observar. No entanto, não me contou quase nada. Somente que vira uma fênix, com extraordinária envergadura e asas muito brilhantes. E, antes que ela se esvaecesse no ar, meu amigo me tomou nos braços para que deixássemos aquele local imediatamente. Tínhamos que voltar ao povoado para pegarmos nossas coisas e meu cavalo. Depois, seguiríamos viagem rumo ao nosso destino, na tentativa de descobrir que mancha era aquela vinda do leste, tão negra e ameaçadora e que trazia tãos maus presságios para a região Norte. Assim sendo, seguimos naquela direção.
Pegamos o cavalo e seguimos através da mata, numa trilha escura e cheia de árvores. Em nossas mentes, Força de Vontade e Determinação. A noite estava alta e tínhamos um grande caminho rumo ao desconhecido. Eu seguia montada em Chenar, o carniçal que herdara de Abraham Al Hazer, acompanhada por Ashtar, que as vezes voava à frente, metamorfoseado em corvo, para reconhecimento do caminho. Foi quando percebemos bem à nossa frente uma carroça, no estilo das que eram usadas em Catai. Ela era puxada por um cavalo preso com cordas. A carroça ia a passos lentos e algo nela nos intrigou. Ashtar voou então bem à frente para ver quem estaria em seu comando e voltou dizendo que era um homem de olhos amendoados e pele amarelada. Deduzi que poderia ser um filho de Catai e pensei que aquele era um bom momento para que eu entrasse em ação.
Segui então apressada para alcançar a carroça e seu condutor, antes porém, voltei à minha forma física humana, para interpelar o homem e tentar ver quem era através de sua aura. Ao me ver, ele parou imediatamente, porém desconfiado e perguntou:
_ O que fazes andando sozinha numa noite escura como esta?
_ Salve, Nobre Senhor! Caminho em direção ao Norte, não muito longe daqui. Por favor, me diga, para onde segues?
_ Sigo para o Norte _ disse ele educadamente.
_ Oh, Senhor, estou muito cansada, venho caminhando há muito tempo e suplico pela tua bondade de me permitir seguir contigo em tua carroça, até meu destino que está no teu caminho.
O homem fez um sinal afirmativo com a cabeça e me deixou subir. Entrei na parte de trás da carroça. Dentro estava um jovem, também filho de Catai. De cabeça baixa estava e assim permaneceu. Mal me olhou e respondeu meu cumprimento secamente.Seguimos calados os dois. E, num momento que me pareceu adequado, abri uma fresta na cortina que fechava a carroça, como se fosse olhar a paisagem. Na verdade, o que pretendia era espiar a aura do homem. E o que vi, não gostei.Sua aura era negra, misturando-se continuamente com verde escuro e um branco muito pálido. Concluí, então, que ele era malígno, obcecado e vampiro, dos mais perigosos. Esperei passar algum tempo e disse-lhe:
_ Nobre Senhor, aqui eu fico, se não te importas. Me ajudastes muito, te serei para sempre grata por ajuda tão preciosa.
O homem parou e me deixou descer sem dizer nada, apenas acenou de leve com a cabeça e seguiu em frente. Então, pensei que tinha sido descuidada, deveria ter olhado também a aura do rapaz. Mas, nós que somos da Casa Toreador, muitas vezes nos perdemos devido as nossas emoções. O que estava feito não estava por fazer, e eu voltei para procurar Ashtar e Chenar, agora já na forma que Zathar havia me dado.
Quando encontrei meu amigo ele me olhou desconfiado. Me lembrei, então, que não fora nada esperta, ao me mostrar em minha forma verdadeira, quando me aproximei da carroça. Pela segunda vez eu errara aquela noite. Tinha tanto a aprender ainda....Contei logo a Ashtar o que vira na aura do homem e ele retrucou:
_ Se vamos seguí-lo, temos de ser cautelosos, esta criatura é por demais maligna. Continuamos, então, guardando uma distância que nos permitia ver sem sermos vistos. Assim eu pensava.De repente, uma flecha com a ponta em chamas atingiu meu companheiro pelas costas. Em pânico ele desapareceu na mata.
Como a sabedoria de Abraham Al Hazer nos fazia falta! Procurei as nossas costas de onde teria vindo aquela flecha e me deparei com, nada mais e nada menos, o jovem que viajava dentro da carroça. Esta já não era mais vista, no entanto. De pé sobre um dos galhos mais altos de uma árvore enorme, o rapaz já preparava outra flecha, que deveria ser para mim, sem dúvida. Neste instante, um espírito surgiu do nada, por trás do jovem arqueiro. Era a figura sombria, envolta numa pálida névoa negra, com as feições disformes já familiar para mim. Pela força que dela emanava, sabia que era Abrahan Al Hazer, que aplicou um soco no arqueiro, na tentativa de desequilibrá-lo, afim de que caísse da árvore. Mas, ele apenas titubeou e os dois ficaram frente a frente. Agora era minha vez de agir. Rapidamente, subi para galho da árvore e me postei atrás de Al Hazer. Eu precisava que o jovem vampiro olhasse dentro dos meus olhos e chamei sua atenção para isso.
Quando ele me olhou finalmente, penetrei meu olhar fortemente dentro do dele, o que fez com que ficasse extático. Totalmente em transe, pude extrair dele as informações que queria, descobrindo que o destino do homem que guiava a carroça era o mesmo que o nosso. Era o que precisava saber, agora teria que acabar com ele e escolhi a melhor forma. Cravei nele meus caninos e suguei todo seu sangue lentamente. Nossos corpos subiram plainando no ar, como se estivéssemos dançando ao som de uma melodia encantadora e prazerosa. Como descrever aquela sensação ainda inédita para mim? O prazer era intenso. Maior do que qualquer orgasmo que eu já tivera e parecia não ter fim, até que nossos corpos começaram a descer, ainda plainando suavemente, como plumas no ar.
Ele caiu inerte ao chão e eu, em êxtase a seu lado. Nada mais vi. Só acordei muito tempo depois. Ashtar já sem a flecha, me encontrara caída ao chão e me colocara sobre o lombo de Chenar, que trotava calmamente. Restos de sangue ainda escorriam pelos meus lábios e eu me sentia inteiramente revigorada, mas ainda meio zonza de prazer. Meus poderes estavam exacerbados. Fora a minha primeira Diablerie.
Quando fui capaz de entender alguma coisa, me lembrei de quando o espírito de Al Hazer nos aparecera materializado pela primeira vez, ainda no povoado. Agora, ele não mais se materializava, sua voz apenas ecoava no ar, nos aconselhando o que fazer. Desta vez, dissera que continuássemos a seguir para o Norte, mantendo sempre uma distância cuidadosa da carroça, ainda mais segura do que a distância que mantínhamos antes, pois agora o vampiro já sabia o que tínhamos feito. Contara também que, para ele, o "carroceiro" era um cavaleiro de armadura negra liderando um exército de guerreiros fortes e também de armaduras negras.
Foram muitas luas de viagem. Antes que o sol nascesse, embrenhávamos na mata à procura de esconderijos seguros. Quando a noite vinha, continuávamos nossa marcha rumo ao desconhecido, tentando descobrir o que fazia aquele vampiro, para se esconder dos raios solares. Ele parecia enfrentá-los sem medo, porque ao reiniciarmos nossa viagem, estava sempre muito à frente, fazendo com que concluíssemos que ele não precisava temer a luz do dia. Aquilo nos intrigou muito, jamais soubemos de algum vampiro que não precisasse se esconder dos raios solares, nosso maior inimigo. Ou, quem sabe sua carroça fosse à prova da luz solar e seu cavalo ensinado a seguir em frente, sem precisar ser conduzido. Mas, isto não importava agora, o importante era seguir em frente em direção ao nosso destino.
A longa jornada terminou quando nos deparamos diante de uma grande aldeia, com centenas de casas de barro construídas aleatoriamente e circundadas por um muro relativamente baixo, de pedra. Ao fundo das casas, uma construção gigantesca, com uma cúpula redonda e dourada e janelas enormes. Nunca vira nada tão grandioso. Parecia um castelo, daqueles que ouvira em histórias quando ainda era criança, mas pensava existir apenas na imaginação. Sua entrada era fechada por uma imensa e pesada porta de madeira, vigiada por guardas seminus e sem um só fio de pelo na cabeça e no corpo. Eles portavam lanças maiores que seus corpos. O muro, também fechado por um portal sólido e resistente, era guardado por guardas atentos.
Bem à nossa frente, o vampiro que parecia filho de Catai, deteve sua carroça diante da entrada. Conversou algo com os guardiões do lugar, que lhe abriram o portal, sem maiores problemas, fechando-o imediatamente após sua passagem. Lá fora, ficamos com nossas indagações. Al Hazer havia nos dito que se precisássemos de sua ajuda, deveríamos mandar-lhe um sinal. Eu deveria dançar enquanto Ashtar rugisse como um tigre. Assim fizemos e a voz de Al Hazer ecoou junto a nós, dizendo que tínhamos que seguir em frente. Nossa tarefa era entrar naqueles domínios, descobrir a quem pertenciam e avisar que uma grande e perigosa mancha negra vinda do Leste ameaçava sua paz. Devíamos também contar que o vampiro entrara com sua carroça sem nenhuma dificuldade. Por fim, tentar descobrir o mistério que se descortinava diante de nós. Tudo dito, sua voz desapareceu como havia surgido.
E assim foi feito. Nos aproximamos com cortesia dos guardas. Eram homens de pele bem escura, traços finos, e cabeças raspadas. Tudo levava a crer que eram hindus. Eu não falava sua língua, mas Ashtar que podia se comunicar com eles, falou:_ Eu sou Ashtar e esta é Layla, viemos de um povoado à Leste, no Vale de Kashmir. Queremos saber que domínios são estes e a quem pertencem. Os guardas conversaram entre si e um deles respondeu:
_ Este é o Castelo de Toh. Nosso guardião maior é o grande e sábio Yan Zen.
O homem fez um sinal afirmativo com a cabeça e me deixou subir. Entrei na parte de trás da carroça. Dentro estava um jovem, também filho de Catai. De cabeça baixa estava e assim permaneceu. Mal me olhou e respondeu meu cumprimento secamente.Seguimos calados os dois. E, num momento que me pareceu adequado, abri uma fresta na cortina que fechava a carroça, como se fosse olhar a paisagem. Na verdade, o que pretendia era espiar a aura do homem. E o que vi, não gostei.Sua aura era negra, misturando-se continuamente com verde escuro e um branco muito pálido. Concluí, então, que ele era malígno, obcecado e vampiro, dos mais perigosos. Esperei passar algum tempo e disse-lhe:
_ Nobre Senhor, aqui eu fico, se não te importas. Me ajudastes muito, te serei para sempre grata por ajuda tão preciosa.
O homem parou e me deixou descer sem dizer nada, apenas acenou de leve com a cabeça e seguiu em frente. Então, pensei que tinha sido descuidada, deveria ter olhado também a aura do rapaz. Mas, nós que somos da Casa Toreador, muitas vezes nos perdemos devido as nossas emoções. O que estava feito não estava por fazer, e eu voltei para procurar Ashtar e Chenar, agora já na forma que Zathar havia me dado.
Quando encontrei meu amigo ele me olhou desconfiado. Me lembrei, então, que não fora nada esperta, ao me mostrar em minha forma verdadeira, quando me aproximei da carroça. Pela segunda vez eu errara aquela noite. Tinha tanto a aprender ainda....Contei logo a Ashtar o que vira na aura do homem e ele retrucou:
_ Se vamos seguí-lo, temos de ser cautelosos, esta criatura é por demais maligna. Continuamos, então, guardando uma distância que nos permitia ver sem sermos vistos. Assim eu pensava.De repente, uma flecha com a ponta em chamas atingiu meu companheiro pelas costas. Em pânico ele desapareceu na mata.
Como a sabedoria de Abraham Al Hazer nos fazia falta! Procurei as nossas costas de onde teria vindo aquela flecha e me deparei com, nada mais e nada menos, o jovem que viajava dentro da carroça. Esta já não era mais vista, no entanto. De pé sobre um dos galhos mais altos de uma árvore enorme, o rapaz já preparava outra flecha, que deveria ser para mim, sem dúvida. Neste instante, um espírito surgiu do nada, por trás do jovem arqueiro. Era a figura sombria, envolta numa pálida névoa negra, com as feições disformes já familiar para mim. Pela força que dela emanava, sabia que era Abrahan Al Hazer, que aplicou um soco no arqueiro, na tentativa de desequilibrá-lo, afim de que caísse da árvore. Mas, ele apenas titubeou e os dois ficaram frente a frente. Agora era minha vez de agir. Rapidamente, subi para galho da árvore e me postei atrás de Al Hazer. Eu precisava que o jovem vampiro olhasse dentro dos meus olhos e chamei sua atenção para isso.
Quando ele me olhou finalmente, penetrei meu olhar fortemente dentro do dele, o que fez com que ficasse extático. Totalmente em transe, pude extrair dele as informações que queria, descobrindo que o destino do homem que guiava a carroça era o mesmo que o nosso. Era o que precisava saber, agora teria que acabar com ele e escolhi a melhor forma. Cravei nele meus caninos e suguei todo seu sangue lentamente. Nossos corpos subiram plainando no ar, como se estivéssemos dançando ao som de uma melodia encantadora e prazerosa. Como descrever aquela sensação ainda inédita para mim? O prazer era intenso. Maior do que qualquer orgasmo que eu já tivera e parecia não ter fim, até que nossos corpos começaram a descer, ainda plainando suavemente, como plumas no ar.
Ele caiu inerte ao chão e eu, em êxtase a seu lado. Nada mais vi. Só acordei muito tempo depois. Ashtar já sem a flecha, me encontrara caída ao chão e me colocara sobre o lombo de Chenar, que trotava calmamente. Restos de sangue ainda escorriam pelos meus lábios e eu me sentia inteiramente revigorada, mas ainda meio zonza de prazer. Meus poderes estavam exacerbados. Fora a minha primeira Diablerie.
Quando fui capaz de entender alguma coisa, me lembrei de quando o espírito de Al Hazer nos aparecera materializado pela primeira vez, ainda no povoado. Agora, ele não mais se materializava, sua voz apenas ecoava no ar, nos aconselhando o que fazer. Desta vez, dissera que continuássemos a seguir para o Norte, mantendo sempre uma distância cuidadosa da carroça, ainda mais segura do que a distância que mantínhamos antes, pois agora o vampiro já sabia o que tínhamos feito. Contara também que, para ele, o "carroceiro" era um cavaleiro de armadura negra liderando um exército de guerreiros fortes e também de armaduras negras.
Foram muitas luas de viagem. Antes que o sol nascesse, embrenhávamos na mata à procura de esconderijos seguros. Quando a noite vinha, continuávamos nossa marcha rumo ao desconhecido, tentando descobrir o que fazia aquele vampiro, para se esconder dos raios solares. Ele parecia enfrentá-los sem medo, porque ao reiniciarmos nossa viagem, estava sempre muito à frente, fazendo com que concluíssemos que ele não precisava temer a luz do dia. Aquilo nos intrigou muito, jamais soubemos de algum vampiro que não precisasse se esconder dos raios solares, nosso maior inimigo. Ou, quem sabe sua carroça fosse à prova da luz solar e seu cavalo ensinado a seguir em frente, sem precisar ser conduzido. Mas, isto não importava agora, o importante era seguir em frente em direção ao nosso destino.
A longa jornada terminou quando nos deparamos diante de uma grande aldeia, com centenas de casas de barro construídas aleatoriamente e circundadas por um muro relativamente baixo, de pedra. Ao fundo das casas, uma construção gigantesca, com uma cúpula redonda e dourada e janelas enormes. Nunca vira nada tão grandioso. Parecia um castelo, daqueles que ouvira em histórias quando ainda era criança, mas pensava existir apenas na imaginação. Sua entrada era fechada por uma imensa e pesada porta de madeira, vigiada por guardas seminus e sem um só fio de pelo na cabeça e no corpo. Eles portavam lanças maiores que seus corpos. O muro, também fechado por um portal sólido e resistente, era guardado por guardas atentos.
Bem à nossa frente, o vampiro que parecia filho de Catai, deteve sua carroça diante da entrada. Conversou algo com os guardiões do lugar, que lhe abriram o portal, sem maiores problemas, fechando-o imediatamente após sua passagem. Lá fora, ficamos com nossas indagações. Al Hazer havia nos dito que se precisássemos de sua ajuda, deveríamos mandar-lhe um sinal. Eu deveria dançar enquanto Ashtar rugisse como um tigre. Assim fizemos e a voz de Al Hazer ecoou junto a nós, dizendo que tínhamos que seguir em frente. Nossa tarefa era entrar naqueles domínios, descobrir a quem pertenciam e avisar que uma grande e perigosa mancha negra vinda do Leste ameaçava sua paz. Devíamos também contar que o vampiro entrara com sua carroça sem nenhuma dificuldade. Por fim, tentar descobrir o mistério que se descortinava diante de nós. Tudo dito, sua voz desapareceu como havia surgido.
E assim foi feito. Nos aproximamos com cortesia dos guardas. Eram homens de pele bem escura, traços finos, e cabeças raspadas. Tudo levava a crer que eram hindus. Eu não falava sua língua, mas Ashtar que podia se comunicar com eles, falou:_ Eu sou Ashtar e esta é Layla, viemos de um povoado à Leste, no Vale de Kashmir. Queremos saber que domínios são estes e a quem pertencem. Os guardas conversaram entre si e um deles respondeu:
_ Este é o Castelo de Toh. Nosso guardião maior é o grande e sábio Yan Zen.
Pedimos permissão para entrar para um descanso e alimentação, a fim de seguirmos nosso destino rumo ao Norte.
Os guardas decidiram abrir o portal e nós entramos. Ashtar seguia à frente e eu, logo atrás, e desmontada, segurava Chenar pelas rédeas. Nos deparamos com inúmeras casas de barro, construídas sem nenhum alinhamento, com centenas de pessoas andando, algumas trabalhando, outras conversando. Tudo parecia um tanto pacífico. Nenhum vestígio do vampiro e sua carroça. Vasculhamos tudo à sua procura, mas nada encontramos e já podíamos sentir que breve as trevas partiriam. Precisávamos nos alojar em algum esconderijo seguro. Foi quando meu olhar cruzou com o do meu amigo e resolvemos que entrar no castelo seria a melhor solução.
Ao lado da imensa e pesada porta de madeira maciça, haviam dois guardas muito altos e musculosos. Eles permaneciam imóveis. Mais uma vez Ashtar foi meu intérprete dizendo a eles quem éramos e o que queríamos. Enquanto ele falava, usei meu poder de Presença, olhei fortemente dentro dos olhos de um deles, buscando tragar sua alma e ele, de imediato se sentiu aprisionado pelas minhas vontades e pela minha mente. O mesmo aconteceu com o outro. Perguntei tudo que queria saber sobre o Yan Zen e em tudo fui respondida. O nobre Senhor daqueles domínios era um poderoso nativo de Catai. Disse aos guardas que queria falar com ele, mas eles responderam que isto só dependeria de sorte, pois as vezes ele repousava durante muitas e muitas luas, sem interrupção. Em seguida, ordenei-lhes que abrissem a porta para entrarmos e eles a abriram de imediato. Então pensei: estes serão meus vassalos por muitas luas ainda. Antes de entrarmos, ordenei que cuidassem do meu cavalo, e o protegessem de qualquer mal enquanto lá estivéssemos.
Feito isso, entramos. Passamos primeiro por um hall e, em seguida, nos deparamos com um enorme salão redondo, rodeado por dezenas de portas. Precisávamos de um contato com Al Hazer. Abrimos, então, a última das portas. Era uma sala grande e inteiramente vazia. Ali estava ótimo para nosso ritual, então começamos. Ao som dos rugidos fortes de Ashtar, eu dançava, fazendo volteios e volteios. E assim permanecemos durante algum tempo, até que a porta ao fundo se abriu, e fez surgir diante de nós um ancião, de barbas e cabelos longos e muito brancos. Seus olhos eram por demais amendoados e as maçãs do rosto proeminentes. A pele era amarelada como os homens do meu antigo povo. Ele vestia roupas brancas e uma cinta dourada cingia-lhe a cintura. Seus pés estavam descalços.
Busquei o olhar de Ashtar, ele estava nervoso e discutiu com o ancião que queria saber, a qualquer custo, porque havíamos invadido seu castelo. Irritado, Ashtar disse que tivemos que usar de subterfúgios, porque os guardas não queriam permitir nossa entrada e que precisávamos contar a ele o que sabíamos. O homem olhou para Ashtar e disse:
_ Fui acordado do meu repouso por uma algazarra de sons. Quem és tu, criatura?
Os guardas decidiram abrir o portal e nós entramos. Ashtar seguia à frente e eu, logo atrás, e desmontada, segurava Chenar pelas rédeas. Nos deparamos com inúmeras casas de barro, construídas sem nenhum alinhamento, com centenas de pessoas andando, algumas trabalhando, outras conversando. Tudo parecia um tanto pacífico. Nenhum vestígio do vampiro e sua carroça. Vasculhamos tudo à sua procura, mas nada encontramos e já podíamos sentir que breve as trevas partiriam. Precisávamos nos alojar em algum esconderijo seguro. Foi quando meu olhar cruzou com o do meu amigo e resolvemos que entrar no castelo seria a melhor solução.
Ao lado da imensa e pesada porta de madeira maciça, haviam dois guardas muito altos e musculosos. Eles permaneciam imóveis. Mais uma vez Ashtar foi meu intérprete dizendo a eles quem éramos e o que queríamos. Enquanto ele falava, usei meu poder de Presença, olhei fortemente dentro dos olhos de um deles, buscando tragar sua alma e ele, de imediato se sentiu aprisionado pelas minhas vontades e pela minha mente. O mesmo aconteceu com o outro. Perguntei tudo que queria saber sobre o Yan Zen e em tudo fui respondida. O nobre Senhor daqueles domínios era um poderoso nativo de Catai. Disse aos guardas que queria falar com ele, mas eles responderam que isto só dependeria de sorte, pois as vezes ele repousava durante muitas e muitas luas, sem interrupção. Em seguida, ordenei-lhes que abrissem a porta para entrarmos e eles a abriram de imediato. Então pensei: estes serão meus vassalos por muitas luas ainda. Antes de entrarmos, ordenei que cuidassem do meu cavalo, e o protegessem de qualquer mal enquanto lá estivéssemos.
Feito isso, entramos. Passamos primeiro por um hall e, em seguida, nos deparamos com um enorme salão redondo, rodeado por dezenas de portas. Precisávamos de um contato com Al Hazer. Abrimos, então, a última das portas. Era uma sala grande e inteiramente vazia. Ali estava ótimo para nosso ritual, então começamos. Ao som dos rugidos fortes de Ashtar, eu dançava, fazendo volteios e volteios. E assim permanecemos durante algum tempo, até que a porta ao fundo se abriu, e fez surgir diante de nós um ancião, de barbas e cabelos longos e muito brancos. Seus olhos eram por demais amendoados e as maçãs do rosto proeminentes. A pele era amarelada como os homens do meu antigo povo. Ele vestia roupas brancas e uma cinta dourada cingia-lhe a cintura. Seus pés estavam descalços.
Busquei o olhar de Ashtar, ele estava nervoso e discutiu com o ancião que queria saber, a qualquer custo, porque havíamos invadido seu castelo. Irritado, Ashtar disse que tivemos que usar de subterfúgios, porque os guardas não queriam permitir nossa entrada e que precisávamos contar a ele o que sabíamos. O homem olhou para Ashtar e disse:
_ Fui acordado do meu repouso por uma algazarra de sons. Quem és tu, criatura?
Ashtar se apresentou, conversou com o ancião e os dois discutiram, eu permaneci calada. Eles discutiram, e Ashtar saiu do local visivelmente irritado. Só aí, então, o homem olhou na minha direção e perguntou:
_ E tu, minha jovem, quem és?
_ E tu, minha jovem, quem és?
Voltei meu rosto na direção daquele senhor e, olhando fixo em seus olhos, disse:
_ Me chamo Layla, Poderoso Senhor, sou a Filha da Noite.
_ Me chamo Layla, Poderoso Senhor, sou a Filha da Noite.
Ele me olhou lentamente e disse em tom imperioso:
_ Abaixe tua Ofuscação e mostre-se verdadeiramente a mim, menina.
_ Abaixe tua Ofuscação e mostre-se verdadeiramente a mim, menina.
_ Sou Layla, Senhor, venho do Vale de Kashmir...
O ancião interrompeu minha fala e num tom enérgico repetiu:
_ Não avisarei de novo. Abaixe tua Ofuscação e declare tua verdadeira identidade!
Abaixei minha Ofuscação e a cabeça em atitude de respeito imediatamente e, com suavidade, respondi:
Abaixei minha Ofuscação e a cabeça em atitude de respeito imediatamente e, com suavidade, respondi:
_ Meu nome é Pye-lem, sou da tribo dos XIA, filha de Zhang e Li. Vim de Catai, Senhor. Estaria eu diante do Nobre Yan Zen?
_ Sim, minha jovem, e porque aqui estás?
_ Viemos para avisá-lo que este lugar corre um grande perigo, Senhor. Uma imensa mancha negra caminha do leste nesta direção. Este castelo, e todos que aqui estão, serão destruídos se não fizeres algo. Os presságios que aqui trago não são os melhores. Antes de aqui chegarmos, vimos entrar neste lugar um homem com uma carroça com aparência desprotegida, mas que na verdade é uma perigosa ameaça, Senhor.
_ Aquiete-se, criatura._disse o ancião em voz calma e protetora._ Já ouvi esta história hoje, mas não somos nós o alvo de nenhuma ameaça. É a ti que procuram, é a tua cabeça que está a prêmio.
Perplexa com a revelação, fiquei muda por instantes. Em seguida, diante da força do seu olhar e, em dúvida se teria feito a coisa certa ao me identificar, pois uma Criatura da Noite jamais pode revelar sua verdadeira identidade a um mortal, e eu ainda duvidava que ele fosse também um vampiro, perguntei:
_ Não me ocorre porque minha cabeça valeria tanto, Senhor, quem haveria de quere-la e porque? _ Ele respondeu em tom firme._ Shao Khan é o ser que deseja a qualquer custo tua cabeça. O homem que vistes na carroça veio a seu mando. E se te pareceu perigoso, não imaginas o que te espera. Quanto ao motivo, não é do meu conhecimento. Aceite apenas o que te digo e resigna-te com o muito que agora sabes.
_ Aquiete-se, criatura._disse o ancião em voz calma e protetora._ Já ouvi esta história hoje, mas não somos nós o alvo de nenhuma ameaça. É a ti que procuram, é a tua cabeça que está a prêmio.
Perplexa com a revelação, fiquei muda por instantes. Em seguida, diante da força do seu olhar e, em dúvida se teria feito a coisa certa ao me identificar, pois uma Criatura da Noite jamais pode revelar sua verdadeira identidade a um mortal, e eu ainda duvidava que ele fosse também um vampiro, perguntei:
_ Não me ocorre porque minha cabeça valeria tanto, Senhor, quem haveria de quere-la e porque? _ Ele respondeu em tom firme._ Shao Khan é o ser que deseja a qualquer custo tua cabeça. O homem que vistes na carroça veio a seu mando. E se te pareceu perigoso, não imaginas o que te espera. Quanto ao motivo, não é do meu conhecimento. Aceite apenas o que te digo e resigna-te com o muito que agora sabes.
_ O que devemos fazer, Nobre Senhor?
_ Saiam imediatamente deste castelo, procurem o homem da carroça e o destruam. Em seguida, fujam rápido, para o mais longe possível.
O homem pareceu querer voltar aos seus aposentos, mas eu ainda insisti:
O homem pareceu querer voltar aos seus aposentos, mas eu ainda insisti:
_ Podes me dar mais algum sábio conselho, Senhor?
Ele balançou a cabeça em negativa e falou:
_ Apenas o que já disse antes. Encontrem o homem da carroça, o destruam e fujam rápido deste lugar.E antes que eu continuasse com meu interrogatório, ou pudesse agradecer, ele desapareceu pela porta por onde havia entrado, sem dizer mais nada.
Fiquei sem ação por instantes e, em seguida, resolvi que o melhor a fazer era encontrar Ashtar. Ele estava fora do castelo, ao lado do meu cavalo, esperando impaciente e, quando lhe contei a conversa que tivera com Yan Zen, ele balançou a cabeça, num gesto de incredulidade. A voz de Al Hazer ecoou de novo nos nossos ouvidos, meus e de Ashtar e ouvimos a seguinte mensagem:
Fiquei sem ação por instantes e, em seguida, resolvi que o melhor a fazer era encontrar Ashtar. Ele estava fora do castelo, ao lado do meu cavalo, esperando impaciente e, quando lhe contei a conversa que tivera com Yan Zen, ele balançou a cabeça, num gesto de incredulidade. A voz de Al Hazer ecoou de novo nos nossos ouvidos, meus e de Ashtar e ouvimos a seguinte mensagem:
"Vim ao seu chamado... assim que pude. Também conversei com o sábio ancião. Ele pediu-me que escondesse a ti, Layla, no calabouço dentro do castelo, lá estarás segura."
Abrahan Al Hazer contou ainda que vira um grande dragão branco e serpentinoso repousando... e, como quem recebe um devaneio, disse que fora advertido que poderíamos repousar no calabouço do castelo, em segurança.
Faltava muito pouco para o dia nascer. Tínhamos que encontrar o homem da carroça e saímos a sua procura. Em vão. Nada vimos que pudesse ao menos indicar que ele ali estivera. Estávamos apavorados com a idéia das trevas se dissipassem e sem saber o que fazer e resolvemos deixar para a noite seguinte nossa procura. Assim sendo, nos recolhemos ao calabouço do castelo, para o nosso sono profundo.
Nossa procura durou 13 luas. Quando as trevas partiam, escondíamos no calabouço e, tão logo elas regressavam, saíamos à procura do vampiro malígno e obcecado. E foi quando a décima terceira lua surgiu, quando reiniciávamos nossa busca, que vimos, surpresos, o portão de entrada daqueles domínios ser derrubado por dezenas de homens-lobo, tendo a sua frente o homem da carroça liderando-os.
Encolerizado, Ashtar se dirigiu ao portão de entrada para lutar. Eu, no entanto, corri para dentro do castelo para pedir socorro a Yan Zen. Sua porta estava fechada e assim permaneceu. Bati desesperadamente, mas ele parecia dormir um sono profundo. Continuei batendo e batendo... nada. Então, juntei todas as minhas forças, com poder de Coragem e Determinação e, em dois golpes, coloquei a porta ao chão. Lá dentro, havia um grande baú aberto, cadeiras de madeira nobre, um tapete imenso e muitas almofadas de tecidos e cores vibrantes. O cômodo, entretanto, estava vazio. Nenhum sinal do Homem.
Vasculhei todos os cantos à procura de alguma passagem, mas nada encontrei. De repente, a terra começou a tremer e uma imensa bola de energia, totalmente negra e opaca, que tremulava com raios ao redor, sugou tudo para dentro de si, num força gravitacional violenta. Me agarrei ao que pude, para me salvar, mas a bola de energia acabou por me tragar também. Meus últimos pensamentos foram para Abrahan Al Hazer, Ashtar, meu cavalo Chenar... eu não os veria mais? E Zathar? Nunca mais estaria em seus braços?
Abrahan Al Hazer contou ainda que vira um grande dragão branco e serpentinoso repousando... e, como quem recebe um devaneio, disse que fora advertido que poderíamos repousar no calabouço do castelo, em segurança.
Faltava muito pouco para o dia nascer. Tínhamos que encontrar o homem da carroça e saímos a sua procura. Em vão. Nada vimos que pudesse ao menos indicar que ele ali estivera. Estávamos apavorados com a idéia das trevas se dissipassem e sem saber o que fazer e resolvemos deixar para a noite seguinte nossa procura. Assim sendo, nos recolhemos ao calabouço do castelo, para o nosso sono profundo.
Nossa procura durou 13 luas. Quando as trevas partiam, escondíamos no calabouço e, tão logo elas regressavam, saíamos à procura do vampiro malígno e obcecado. E foi quando a décima terceira lua surgiu, quando reiniciávamos nossa busca, que vimos, surpresos, o portão de entrada daqueles domínios ser derrubado por dezenas de homens-lobo, tendo a sua frente o homem da carroça liderando-os.
Encolerizado, Ashtar se dirigiu ao portão de entrada para lutar. Eu, no entanto, corri para dentro do castelo para pedir socorro a Yan Zen. Sua porta estava fechada e assim permaneceu. Bati desesperadamente, mas ele parecia dormir um sono profundo. Continuei batendo e batendo... nada. Então, juntei todas as minhas forças, com poder de Coragem e Determinação e, em dois golpes, coloquei a porta ao chão. Lá dentro, havia um grande baú aberto, cadeiras de madeira nobre, um tapete imenso e muitas almofadas de tecidos e cores vibrantes. O cômodo, entretanto, estava vazio. Nenhum sinal do Homem.
Vasculhei todos os cantos à procura de alguma passagem, mas nada encontrei. De repente, a terra começou a tremer e uma imensa bola de energia, totalmente negra e opaca, que tremulava com raios ao redor, sugou tudo para dentro de si, num força gravitacional violenta. Me agarrei ao que pude, para me salvar, mas a bola de energia acabou por me tragar também. Meus últimos pensamentos foram para Abrahan Al Hazer, Ashtar, meu cavalo Chenar... eu não os veria mais? E Zathar? Nunca mais estaria em seus braços?

Um comentário:
Nossa...
Tudo tão magico e real ao mesmo tempo...
Uma viagem realmente facinante...As transformações, os poderes sensiveis como o de ver as auras...Impressionante!
Adorei!
Quero voltar aqui sempre e ler tudo!
Para sermos presentes é preciso sermos lembrados!
Beijo
Parabéns
T I N I N
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